domingo, 17 de janeiro de 2010

RIP Louie & All Hell Break Loose

RIP Louie

A água agora alcançava suas coxas e a única visão que a chuva possibilitava era a da superfície do lago - uma imensidão prateada que era perfurada pelas gotas de chuva e ricocheteavam para todos os lados.
Suas roupas estavam encharcadas e seu corpo tremia da cabeça aos pés pelo longo tempo que passara ali. Não tinha mais esperança de encontrar nada naquele lugar, nem em nenhum outro, a única coisa que a mantinha na procura era pura teimosia.
Seus cabelos longos caíam pelo rosto, atrapalhando qualquer chance de se nortear. Um passo em falso - boom.
Seus joelhos encontravam as pedras do fundo, os braços trêmulos demais pra suportar seu peso.
O corpo exausto parecia pedra enquanto era puxado para cima por dois braços firmes. Sua cabeça amparada pelo ombro da estranha - onde permaneceu jogada.
- não vou mais achar - disse entre soluços, com a voz abafada pela chuva e pelo contato com os ombros da outra garota.
- não - respondeu - e não posso mais esperar - disse baixinho, ainda assim sendo ouvida.
Louie acenou uma vez, um aceno fraco e rápido - mas foi o bastante.
J tirou um objeto do bolso da capa e, sem mirar uma segunda vez, atravessou o diafragma de Louie.
- Desculpa - disse com a voz trêmula - não pode ser o coração...Ele não pode morrer.



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All Hell Breaks Loose

- we're gonna end up at that same spot - you and I. Its a circle, right? You'll be alone, scared, cold and hopeless. I'll be the one to hold you're freaking corpse.
- I'm not asking you to be there
- oh, right. I'm suppose to run and hide, let you ride the wheels? Boo-hoo, baby. You lost your licence the second you lost your mind the first time
- I never lost my mind, only my soul.
- Whose fault is that?
- Shut up. Don't you..
- Dare? Are you serious? Laura bailed before you could drive her crazy. Got too hard and she jumped off - left you. LEFT YOU, alright? Nothing is changed this time. Like the other times. Whenever Naira wants to lock Laura up, she will. Am I wrong?
- I don't care.
- Ok, then. But I'm telling you. Next time we're at that lake, or any other lake, and its up to me...
- You'll shoot me throught the heart.
- Even if it cost my life.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Inspiração Condicionada




Duas pessoas no mundo todo. No momento, são as únicas que enxergo quando penso em inspiração.
Não é uma escolha comum, nem óbvia. É um lugar 'longe de casa', cheio de caminhos que eu não conheço.
Mas dou boas vindas à suas surpresas, pois quando me dirigem a palavra, o que ouço é poesia.
Poesia que a muito enterrei em minha alma, e que ficou dormente por tanto tempo.
Parte de mim, erroneamente, deduziu que não a veria mais e saiu procurando por formas diversas de expressão catártica.
As mãos de agora são sujas de tinta, marcadas por grafite e cortes de papel. Por serem artes tão complementares, as mãos aceitam a antiga música como uma amiga de infância.



E que as palavras venham inteiras, mesmo que não as verbalize.
Meu obrigada silencioso e escondido à Agda e ao Phill...

Enough






Hoje, precisava de um simples 'chega'
Uma voz mais forte que desse fim a minha loucura
De um jeito simples, rápido e indolor.
Talvez esteja ficando velha demais pras viagens egomaníacas pela minha própria mente
Para trocar beijos com o imaginário
Para morrer de um jeito épico, e reviver quando alguém chamar....



Hoje, precisava de um 'chega' e pronto.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Sweet darlin'

She&Him




When I was a little bit younger
The strain I was under could make me cry
Now I’m a little bit older,
A little bit bolder
Never so shy

Sweet darlin’, come hold me,
Just a little bit longer now
Sweet darlin’, come hold me,
Just a little bit longer now

When things were a little bit clearer
When you got nearer
I shied from your touch
Now that I know what I want, see,
I think that it haunts me,
I want you too much

Sweet darlin’, come hold me,
Just a little bit longer now
Sweet darlin’, come hold me,
Just a little bit longer now

Sweet darlin’…




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músicas que fazem o coração ficar 'boom boom'

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Free Fallin'

. quem gosta de abismos tem que ter asas - Antônio Abujamra


- Faz um tempo que não te ligo, não é?
- Tempo demais
- E você sabe pra que liguei?
- Pra me pedir um favor.
- ...
- O que foi? Te ofendi? Mas é que você só liga pra pedir favor!
- Não foi isso
- O que é então?
- Não adianta, agora não quero dizer...Você cortou meu barato.
- Ah, qual é. Me diz o que é!
- Não quero. Você me acha oportunista.
- Você me acha lerdo, estamos quites! Agora me diz.
- ...
- Julia?
- Oi
- Não chora
-Não es....
- Também sinto sua falta.

...


ESTÚPIDO ISSO, eu SEI. Mas não me oprima! rs

domingo, 13 de setembro de 2009

Aquele do concurso do salto alto

É difícil identificar quais são os momentos que vão ficar gravados mais claramente em nossas mentes durante a vida.
Não quero dizer os traumas. Ou as grandes conquistas. Ou aquele beijo, aquele cheque, aquela compra ou aquele episódio de tal série...Quero dizer os pequenos detalhes. Aquelas cenas que brotam em nossa mente quando ficamos velhos demais para fazer festas do pijama e de repente, sentimos falta.
Aquela cena em que ao lembrar, nos sentimos inocentes. Nostalgia que afoga os sentidos de um jeito bom e também ruim.
Aquilo que vai te fazer se agarrar às raízes e desistir de fugir e deixar tudo pra trás, ou apertar o acelerador...
Um detalhe...Uma cena...Um pensamento.



[...]

- já pensou se todas nós ganharmos? - e se fez um silêncio contemplativo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

One Night Stand

Sentiu o calor do sol fraco da manhã aquecer suas costas nuas levemente. Deixou a sensação se condensar antes de pensar em abrir os olhos para a realidade. Num segundo, porém, se fora. Sua mente era bombardeada com pensamentos e lembranças diversas.
Uma enxurrada, uma queda, um sonho.
Lembrou-se da noite passada. Dos olhos que penetravam em seu interior sem nenhuma censura ou misericórdia. O perfeito cavalheiro que atravessava o salão em três passadas e lhe servia o champagne. Carlos, Eduardo, Luis...Algo do gênero. Seu nome não era importante.
Não. Mas seu jeito de andar era. E também seu sorriso, seus ombros largos, suas mãos e todos os gestos mais. Mais. Fora esse o seu mantra repetido durante cada segundo da noite passada.
Não falara, porém, em nenhum segundo.
Lembrava-se do calor, da força de colisão, dos suspiros, dos gemidos. Seu corpo. O corpo dele. Nenhuma linha de separação. Nenhum limite. Nenhuma roupa. Nada. Não sentiu arrependimento.




Porém, quando suas mãos exploraram a cama em procura pelo acompanhante, voltaram vazias.